Toby Melville/Reuters
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Príncipe Harry afirma estar triste por abandonar deveres reais

"Nossa esperança era continuar servindo a rainha, a Commonwealth e minhas associações militares, sem financiamento público", disse o duque de Sussex em discurso

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de janeiro de 2020 | 20h56

O príncipe Harry, da Grã-Bretanha, disse neste domingo, 19, que lhe trouxe grande tristeza precisar abandonar seus deveres reais após acordar com a rainha Elizabeth que ele e sua esposa, Meghan Markle, deixariam seus papéis oficiais para buscar um futuro independente.

O Palácio de Buckingham e a rainha anunciaram no último sábado que Harry e Meghan não usariam mais seus títulos de "alteza real" nem receberiam nenhum financiamento público como parte de um acordo para acabar com a crise que o casal desencadeou ao anunciar que queria reduzir suas obrigações e gastar mais tempo na América do Norte.

Em um discurso para a instituição de caridade de Sentebale, Harry, claramente chateado, disse que o resultado final não era o que ele queria.

"Nossa esperança era continuar servindo a rainha, a Commonwealth e minhas associações militares, sem financiamento público. Infelizmente isso não foi possível", disse o príncipe, sexto na fila do trono.

"Aceitei isso sabendo que não muda em nada quem eu sou ou o quanto comprometido estou. Mas espero que ajude vocês a entenderem o que aconteceu, que eu me afastaria de tudo que eu já conheci para dar um passo rumo ao que eu acredito que será uma vida mais tranquila". 

Segundo o acordo, Harry continuará sendo um príncipe e o casal manterá seus títulos de duque e duquesa de Sussex quando começarem uma nova vida dividida entre a América do Norte e a Grã-Bretanha, mas não participarão de nenhum evento cerimonial futuro ou turnê real.

"Eu quero que vocês ouçam a verdade de mim, tanto quanto eu posso compartilhar não como um príncipe ou um duque, mas como Harry, a mesma pessoa que muitos de vocês assistiram crescer nos últimos 35 anos, mas com uma perspectiva mais clara", disse.

"O Reino Unido é minha casa e um lugar que eu amo. Isso nunca vai mudar", afirmou. E acrescentou: "Me traz uma grande tristeza ter chegado a isso". /Reuters

 

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