Toby Melville/Reuters
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Príncipe Harry diz que Commonwealth deve enfrentar seu passado colonial

Duque de Sussex participou de teleconferência para refletir sobre o futuro da comunidade à luz do movimento 'Black Lives Matter'

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de julho de 2020 | 17h20

LOS ANGELES - O príncipe Harry disse em uma reunião organizada pelo movimento Black Lives Matter que a Commonwealth, liderada por sua avó, rainha Elizabeth II, deveria "reconhecer" erros relacionados ao seu passado colonial, segundo trechos de vídeo divulgados nesta segunda-feira, 6.

"Quando olhamos para a Commonwealth, não se pode ir mais longe se não reconhecermos o passado", disse o príncipe Henry sobre essa associação de 54 países, a maioria dos quais fazia parte do império colonial britânico. 

O príncipe participou de uma teleconferência organizada pelo Queen's Commonwealth Trust, uma associação criada para permitir que os jovens da Commonwealth compartilhassem seus pontos de vista. 

"Não será fácil de fazer isso e, em alguns casos, nos deixará desconfortáveis, mas temos que fazer porque isso beneficiará a todos", disse o príncipe de 35 anos. 

"Essa introspecção significa reconhecer os erros que cometemos, certo?", acrescentou sua esposa, Meghan Markle, atriz americana de 38 anos, que já havia falado no início de junho sobre racismo e violência policial nos Estados Unidos. 

Os Duques de Sussex, presidente e co-presidente desta associação, participaram de um vídeo nesta reunião organizada em 1º de julho para refletir sobre o futuro da Commonwealth à luz do movimento "Black Lives Matter", que surgiu após a morte de George Floyd, um americano negro sufocado por um policial branco em Minneapolis. 

Na semana passada, Harry havia ressaltado seu compromisso pessoal na luta contra o racismo institucional. 

Ele denunciou repetidamente o racismo demonstrado pela imprensa britânica com sua esposa, cuja mãe é negra. /AFP

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