Stefan Rousseau/Pool via AP
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Príncipe Harry receberá mesada do pai após perder título de 'alteza real'

O dinheiro que Charles dará ao filho e a mulher dele, Meghan Markle, por um ano virá de sua fortuna pessoal, não dos impostos que recebe como duque da Cornualha; você é a favor? vote na enquete

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de janeiro de 2020 | 18h35

LONDRES - O príncipe Charles concordou em dar uma mesada para seu filho caçula, Harry, durante um ano, mas advertiu que a fonte do dinheiro “não é inesgotável”, segundo o jornal britânico Daily Mail. O dinheiro que Charles dará a Harry e à mulher dele, Meghan Markle, virá de sua fortuna pessoal, e não dos impostos que recebe como duque da Cornualha.

No sábado, o Palácio de Buckingham informou que o casal não poderá usar mais o título de “alteza real” e não receberá mais fundos públicos. A rainha Elizabeth e o príncipe Charles também consideraram retirar o título de duque e duquesa de Sussex de Harry e Meghan, mas decidiram não fazer isso, pois poderia ser considerado “mesquinho”. 

O casal registrou no ano passado o título Sussex Royal como uma marca comercial, com a qual podem vender uma infinidade de itens.

A rainha quis que o casal mantivesse sua casa nas imediações do Castelo de Windsor, com medo de que eles deixassem o Reino Unido e não voltassem. 

No domingo, o príncipe Harry expressou sua "grande tristeza" com a forma como ele e Meghan renunciaram a seus títulos de nobreza no âmbito do acordo de separação da família real britânica - conforme vídeo postado no Instagram. 

"Me traz grande tristeza que tenha chegado a isto", afirmou. "Nossa esperança era continuar servindo à rainha, à comunidade e a minhas associações militares, mas sem financiamento público. Infelizmente, isso não é possível", acrescentou.

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O acordo para selar o afastamento da família real destituiu Harry e Meghan de recursos públicos e lhes exige ainda que reembolsem 2,4 milhões de libras (US$ 3,1 milhões), utilizados nas restauração do complexo onde moram, perto do Castelo de Windsor.

Harry também se viu obrigado a renunciar a suas patentes militares e condecorações obtidas com duas missões ao Afeganistão com o Exército britânico.

Ele deve continuar a participar de atos oficias até a primavera (boreal). Nesta segunda-feira, ele foi a uma cúpula em Londres dedicada aos investimento britânicos na África, onde teve um encontro privado com o primeiro-ministro Boris Johnson.

No vídeo divulgado na noite de domingo, Harry explica a seus seguidores o processo de separação da família real e afirma que nutre um "enorme respeito" pela rainha Elizabeth II.

"Tem sido um privilégio estar ao seu serviço e continuaremos a fazê-lo", afirmou. "Sempre tive um enorme respeito pela minha vó, por minha comandante-chefe, e estou incrivelmente agradecido a ela e ao restante da família pelo apoio que têm nos dado a Meghan e a mim nos últimos meses", disse.

 

Em sua decisão, anunciada no sábado, a monarca declarou que "Harry, Meghan e seu filho, Archie, continuarão sendo membros muito queridos da minha família".

Harry também sugeriu incertezas sobre o início de uma nova vida longe das obrigações reais. O príncipe e Meghan passarão inicialmente um tempo no Canadá, antes de decidir se vão se instalar nos Estados Unidos ou em outro país."Agradeço por me darem a coragem para dar este novo passo", completou.

Devolução de dinheiro é inédito

Nesta segunda, o jornal The Guardian destacava que a realeza perde seus dois membros mais populares entre os jovens, enquanto o conservador Daily Telegraph analisava como esta crise obrigoiu a monarquia a se redefinir.

O tabloide The Sun publicou recentemente que o casal estaria interessado em comprar uma mansão em Vancouver estimada em 35 milhões de libras. 

De acordo com Dickie Arbiter, ex-secretário de Imprensa da Coroa, as medidas tomadas pela rainha são de uma rigidez sem precedentes na realeza britânica.

"Mesmo quando Edward VIII abdicou (em 1936) passou de 'Sua Majestade, o Rei' para 'Alteza Real, duque de Windsor'. Isso não tem precedentes", afirmou. Além disso, "nenhum membro da família real jamais teve de reembolsar dinheiro". / COM AFP 

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