REUTERS/Hugh Peralta/File Photo
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Príncipe Harry revela que fez terapia para superar morte de sua mãe

Em entrevista ao jornal britânico 'Daily Telegraph', príncipe admitiu que ignorou o assunto por mais de 15 anos, mas recentemente procurou ajuda médica para lidar com o impacto da morte da princesa Diana

O Estado de S.Paulo

17 Abril 2017 | 12h05

LONDRES - O príncipe Harry revelou nesta segunda-feira, 17, que fez terapia para superar a morte em um acidente de automóvel de sua mãe, Diana de Gales, após ter passado mais de 15 anos "sem pensar" no assunto. Harry, de 32 anos, detalhou ao jornal britânico Daily Telegraph como antes de completar 30 anos entrou em um período de "completo caos", que durou dois anos, e buscou apoio psicológico para enfrentar o problema.

"Meu modo de lidar com isso era enterrar a cabeça na areia. Rejeitava pensar em minha mãe, porque em que isso ia ajudar? Vai apenas deixar você triste. Não vai trazê-la de volta", disse Harry.

A princesa Diana morreu em um acidente de automóvel em Paris em 31 de agosto 1997, quando, ao lado do namorado Dodi Al Fayed, tentava escapar de vários paparazzi. Na época dos acidentes, seu filho mais novo tinha 12 anos e o mais velho, o príncipe William, 15.

"Com 20, 25 ou 28 anos eu era o cara típico que saía por aí dizendo 'a vida é genial', e 'a vida é boa', porque era exatamente assim. Então, tive algumas conversas e, de repente, todo esse duelo que não tinha processado começou a se manifestar", relatou o príncipe.

O filho de Diana e do príncipe Charles relatou como seu irmão lhe recomendou que buscasse ajuda para superar a situação: "Você precisa lidar com isto, não é normal achar que nada o afetou", disse William, segundo o relato de Harry.

Outro dos refúgios que o príncipe buscou nesses momentos difíceis foi o boxe, que o "salvou" quando tinha 28 anos para evitar a agressividade e superar os desejos de "bater em alguém". Após a terapia e o período de reflexão, Harry assegura que agora está em um "bom lugar".

"Agora sou capaz de levar meu trabalho a sério e também posso lidar com minha vida privada a sério. Sou capaz de pôr sangue, suor e lágrimas em coisas que realmente fazem a diferença, em coisas que acredito que ajudam a todos os demais", afirmou. 

Harry - quinto na linha de sucessão ao trono britânico, atrás do pai, o príncipe Charles, do irmão William e dos sobrinhos George e Charlotte - já havia mencionado o luto no passado, mas suas declarações à imprensa são pouco frequentes e ele não costuma falar abertamente sobre temas pessoais. / EFE e AFP

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