Niklas Halle'n/AFP
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Príncipe Harry vai ao funeral do avô, Philip, que ocorrerá dia 17

Meghan Markle, que está grávida, foi aconselhada pelo médico a não viajar e por isso não acompanhará o marido na cerimônia na Inglaterra

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2021 | 13h28

LONDRES - O príncipe Harry, que deixou oficialmente as funções da família real em março do ano passado e se mudou com a mulher e o filho para os Estados Unidos, vai assistir ao funeral de seu avô, o príncipe Philip, que morreu na sexta-feira, 9, aos 99 anos. O funeral está programado para o próximo sábado, dia 17.

Segundo o palácio de Buckingham, Meghan Markle, mulher de Harry, não estará presente. Meghan, que está grávida do segundo filho do casal, foi aconselhada por seu médico a não viajar para a cerimônia. O casal vive em Los Angeles desde o ano passado e Meghan deve dar à luz uma menina no verão, o que dificulta a viagem.

Essa será a primeira vez que Harry retorna ao Reino Unido desde a entrevista bombástica que concedeu com a mulher à estrela da TV americana Oprah Winfrey, no mês passado.

Comenta-se que Harry tinha uma boa relação com os avós. No começo do ano, ele contou ao apresentador James Corden que havia conversado pelo aplicativo Zoom com a rainha e o príncipe desde que se mudou para os Estados Unidos, para que eles pudessem ver o bisneto Archie.

Ainda na sexta-feira, a fundação do príncipe Harry e de Meghan, Archewell, homenageou o príncipe Philip após a sua morte e atualizou o site archewell.com para que exibisse apenas uma única mensagem, sem menus ou links para outras páginas. "Em memória de Sua Alteza Real, o Duque de Edimburgo, 1921-2021", diz o texto em branco, sob fundo preto. "Obrigado pelos seus serviços... Sua ausência será muito sentida."

Cerimônia restrita

O funeral de Philip, no dia 17, será realizado às 15H (11H no horário de Brasília) na capela de São Jorge, no castelo de Windsor, em uma cerimônia familiar fechada ao público, respeitando a vontade do próprio duque de Edimburgo. Segundo o palácio de Buckingham, o Reino Unido fará um minuto de silêncio antes do funeral.

A sociedade real College of Arms, encarregada do protocolo, afirmou que não será um funeral de Estado e o caixão de Philip não será exposto ao público. O próprio duque de Edimburgo já havia deixado claro que não queria uma cerimônia pomposa e chegou a participar do planejamento do evento. Seu corpo repousará no Castelo de Windsor até os funerais, "conforme o costume e os desejos de sua Alteza Real", informou a organização.

A rainha Elizabeth II acompanha de perto a organização do funeral do marido. "A ocasião vai celebrar e reconhecer a vida do duque e seus mais de 70 anos de serviços à rainha, ao Reino Unido e a Commonwealth", afirmou um porta-voz do palácio neste sábado, 10.

A cerimônia será realizada de acordo com as determinações do governo britânico em razão da covid-19 e, por isso, terá um número restrito de 30 participantes, mas será transmitida pela televisão. O palácio não informou quem estará presente, mas deixou subentendido que as pessoas deverão usar máscaras, incluindo a rainha Elizabeth.

No sábado, 10, o príncipe Charles — filho mais velho de Elizabeth e Phillip e primeiro na linha sucessória — fez uma homenagem pessoal ao pai. "Como podem imaginar, minha família e eu sentimos muita falta do meu pai", disse Charles do lado de fora de sua casa, a Highgrove House, no oeste da Inglaterra. “Meu querido papai era uma pessoa muito especial, que eu acho que ficaria maravilhado com a reação e as coisas comoventes que foram ditas sobre ele. Desse ponto de vista, estamos profundamente gratos. Isso vai nos apoiar nesta perda e neste momento particularmente triste".

Os príncipes Andrew e Edward visitaram neste sábado a mãe, Elizabeth, no Castelo de Windsor. "A rainha está fantástica", disse à imprensa a condessa de Wessex, Sophie, mulher do príncipe Edward, ao sair do castelo.

Homenagens

Philip morreu na residência real, o castelo de Windsor, na sexta-feira, "em paz", a dois meses de completar 100 anos. A rainha Elizabeth manifestou sua "profunda tristeza" pela perda de quem foi seu marido por mais de 70 anos e pai de seus quatro filhos (Charles, Anne, Andrew e Edward). Philip havia sido hospitalizado várias vezes nos últimos anos devido a uma série de doenças, a última delas em fevereiro, disse o palácio.

Conhecido por dizer o que pensava, o príncipe Philip chamava a atenção pelos seus comentários provocadores, às vezes vistos como racistas ou machistas. Os britânicos, no entanto, também se lembram de sua incansável devoção à monarquia, na qual ele contribuiu para modernizar e humanizar, além de sua presença — em segundo plano, mas infalível — ao lado da rainha.

Neste sábado, salvas de canhão saudaram a memória do príncipe Philip em todo o Reino Unido. Na Torre de Londres, às margens do rio Tâmisa, nos castelos de Edimburgo, Belfast, Gibraltar e os navios da Royal Navy, onde Philip serviu durante a 2.ª Guerra, o som dos canhões ressoou ao meio-dia (8H no horário de Brasília) na primeira das 41 salvas previstas.

Nos jogos da Premier League, haverá um minuto de silêncio em homenagem ao príncipe.

Nesses tempos de pandemia, é recomendado ao público que não se aproxime das residências reais, para evitar aglomerações. Em vez disso, recomenda-se que façam doações para associações. Também é possível acessar pela internet um livro de condolências. / AFP, AP e REUTERS

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