Príncipe parado em Buckingham perdoa a polícia

Filho de Elizabeth passeava pelos jardins do palácio quando foi abordado por agentes

LONDRES, O Estado de S.Paulo

09 Setembro 2013 | 02h06

LONDRES - O segundo filho da rainha Elizabeth, príncipe Andrew, aceitou ontem um pedido de desculpas oficial da polícia britânica, por ter sido parado por agentes armados nos jardins do Palácio de Buckingham, dois dias após dois homens terem sido detidos em uma falha da segurança da residência da monarca britânica.

Aos gritos e apontando armas para o príncipe, de 53 anos, o quinto na linha de sucessão ao trono, os policiais ordenaram, na quarta-feira, que ele pusesse "as mãos para cima" e ficasse no chão, disse o jornal Sunday Express, citando uma fonte da realeza não identificada. Os policiais teriam pensado que o duque de York, que passeava pelos jardins do palácio no fim da tarde depois de participar de um evento em Londres, fosse um intruso.

Em comunicado, o príncipe Andrew disse: "A polícia tem um trabalho difícil para fazer o balanço da segurança para a família real e dissuadir os intrusos - e, às vezes, erra. Estou agradecido pelo pedido de desculpas e aguardo por uma caminhada segura no jardim no futuro".

A polícia londrina confirmou que dois de seus agentes pararam um suspeito nos jardins do palácio e pediram-lhe para verificar a sua identidade. "O homem foi identificado satisfatoriamente. Sem armas retiradas e nenhuma força foi usada", disse a corporação em um comunicado que não identificou o príncipe Andrew como o suspeito.

Dois dias antes, a polícia havia prendido um homem encontrado no interior do palácio sob suspeita de roubo e dano. Um segundo homem foi preso do lado de fora da residência real por suspeita de conspiração para cometer roubo. Ambos foram libertados mediante pagamento de fiança.

A rainha não estava no palácio quando Andrew foi abordado, mas em seu castelo em Balmoral, na Escócia. O príncipe, que possui um apartamento e um escritório no Palácio de Buckingham, teve uma carreira na Marinha Real antes de trabalhar como embaixador de comércio para o governo britânico. Ele tem duas filhas, Beatrice e Eugenie, de seu casamento de dez anos com Sarah Ferguson. / REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.