Príncipe saudita é condenado à prisão perpétua por matar criado

'Ninguém neste país está acima da lei', diz juiz britânico; crime ocorreu em hotel de Londres

Associated Press

20 de outubro de 2010 | 09h09

Cena das imagens captadas pela câmera do elevador mostram a agressão.

 

LONDRES - O príncipe da Arábia Saudita Saud Abdulaziz bin Nasser al-Saud foi condenado nesta quarta-feira, 20, à prisão perpétua no Reino Unido por assassinar um criado em um hotel em Londres.

 

O juiz David Bean proferiu a sentença um dia depois de um tribunal londrino anunciar a condenação de al-Saud. Ele foi condenado por júri popular. O príncipe, de 34 anos, sobrinho do atual rei saudita, pegou prisão perpétua e deve cumprir um período mínimo de 20 anos, segundo a justiça britânica.

 

O promotor Johnathan Laidlaw afirmou que o príncipe abusou de seu servente, Bandar Abdullah Abdulaziz, no passado. Ele mostrou ao júri imagens gravadas no elevador do Hotel Landmark, onde ocorreu o crime, que mostram Bin Nasser espancando o criado. Ainda segundo o promotor, fotografias gravadas no celular no príncipe evidenciam os "elementos sexuais" dos abusos.

 

O juiz afirmou que, embora seja incomum para um príncipe ser réu perante a corte, "ninguém no Reino Unido está acima da lei".

 

Al-Saud originalmente disse à polícia que ele e o criado tinham ficado bebendo durante toda a noite em que ocorreu o crime e que, quando ele acordou, Abdulaziz não conseguia levantar. A perícia, porém, além das imagens do elevador, encontrou marcas no corpo do servente.

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