Príncipe saudita é condenado por assassinato de seu criado

Imagens gravadas no elevador do hotel onde ocorreu o crime mostram servente sendo espancado

Associated Press

19 de outubro de 2010 | 13h23

Cena das imagens captadas pela câmera do elevador mostram a agressão.

 

LONDRES - O príncipe Saud Abdulaziz bin Nasser, da Arábia Saudita, foi condenado nesta terça-feira, 19, por assassinar um de seus serventes em 15 de fevereiro, em um hotel em Londres.

 

Bin Nasser foi condenado por júri popular. O príncipe, de 34 anos, sobrinho do atual rei saudita, pode pegar até prisão perpétua, segundo a justiça britânica. A sentença será proferida na quarta-feira, 20.

 

O promotor Johnathan Laidlaw afirmou que o príncipe abusou de seu servente, Bandar Abdullah Abdulaziz, no passado. Ele mostrou ao júri imagens gravadas no elevador do Hotel Landmark, onde ocorreu o crime, que mostram Bin Nasser espancando o criado. Ainda segundo o promotor, fotografias gravadas no celular no príncipe evidenciam os "elementos sexuais" dos abusos.

 

Bin Nasser originalmente disse à polícia que ele e o criado tinham ficado bebendo durante toda a noite em que ocorreu o crime e que, quando ele acordou, Abdulaziz não conseguia levantar. O júri rejeitou os pedidos da defesa para que o príncipe fosse acusado apenas por homicídio.

 

"Há um relacionamento no qual a vítima era abusada nesse caso, graficamente evidenciadas pelas imagens do elevador, que denunciam razões sádicas, para a satisfação pessoal do agressor", disse o promotor. "O abuso se estende para além do físico. Há elementos morais e psicológicos nisso", concluiu.

 

Laidlaw ainda disse que o criado sequer reagiu ao ataque de Bin Nasser, já que o príncipe foi levado à delegacia e não foram encontradas marcas de agressão em seu corpo.

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