Príncipes árabes criticam ameaças dos EUA ao Iraque

O ministro do Interior da Arábia Saudita, príncipe Nayef, insistiu que a ação dos Estados Unidos contra o Iraque não dispõe de justificativa, mas admitiu ser improvável que a opinião dos árabes seja capaz de impedir a guerra. "É inaceitável alguém ir a outro país para mudar sua situação pela força", disse o príncipe, citado pelo jornal Okaz.Porém, acrescentou ele, "não podemos fazer nada para impedir os Estados Unidos e a Grã-Bretanha façam o que querem. Esperamos que a guerra não aconteça. Mas querer é uma coisa e a realidade, outra".Temerosa de que a guerra desencadeie uma revolta por parte de extremistas islâmicos, a Arábia Saudita vem se desdobrando para negar acusações da oposição, de que estaria permitindo o deslocamento de soldados dos Estados Unidos nas bases militares do reino para um possível ataque ao Iraque, como ocorreu na Guerra do Golfo, em 1991.Cerca de 5.000 soldados continuam em território saudita e Osama bin Laden utiliza essa presença como argumento para recrutar militantes para a rede extremista Al-Qaeda.Em Abu Dhabi, o chefe da força aérea jordaniana, príncipe Faisal, sugeriu hoje que os Estados Unidos contribuíram com a insegurança, ao deslocar seus soldados para o Golfo Pérsico."É o deslocamento de forças externas para nossa região numa bem-intencionada busca por segurança que vem contribuindo para ampliar a sensação de tensão e insegurança entre nosso povo", disse ele, durante a Conferência de Defesa do Golfo.

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