Prisão de 21 na Colômbia foi maior golpe em dez anos contra tráfico, diz polícia

Autoridades da Colômbia acreditam que detidos tem envolvimento com carteis do México.

Hernando Salazar, BBC

09 de fevereiro de 2010 | 12h33

A polícia da Colômbia disse que a prisão, na segunda-feira, de 21 suspeitos de trabalhar para traficantes de drogas locais e de ter envolvimento com carteis mexicanos é "o maior golpe" dado na Colômbia contra traficantes nos últimos dez anos.

De acordo com o comandante da policia do país, general Óscar Naranjo, a chamada Operação Fronteiras para deter estes suspeitos foi executada em seis cidades do país, depois dois anos de investigações.

A Procuradoria Geral da Colômbia confirmou que todos os detidos têm pedidos de extradição da Justiça dos Estados Unidos.

Naranjo afirmou que a operação teve o apoio da DEA (agência antidrogas dos Estados Unidos) e, apesar de os supostos chefes dos novos carteis colombianos continuarem foragidos, a Operação Fronteiras foi um "novo golpe na estrutura" do narcotráfico do país.

O chefe da polícia explicou que os detidos faziam parte das "camadas invisíveis" do narcotráfico colombiano e se movimentavam livremente pelo país.

México

Segundo as autoridades colombianas, durante a operação foram apreendidas 25 aeronaves que eram usadas para transportar cocaína para outros países.

A identidade dos detidos não foi revelada.

As autoridades colombianas acreditam que o grupo tenha ligações com os carteis mexicanos de Juárez e Sinaloa e que operava em dez países.

"Essa organização seria responsável por mais de cinco toneladas de cocaína em Honduras, Panamá, México, República Dominicana e Nicarágua nos últimos 24 meses", informou a Procuradoria.

Os detidos, entre eles 12 pilotos, são suspeitos de trabalhar para organizações colombianas de tráfico chefiadas por Maximiliano Bonilla (conhecido como "Valenciano"), Daniel "El Loco" Barrera e os irmãos Javier Antonio e Luis Enrique Calle Serna, conhecidos como "Los Comba".

"É um passo na direção certa, oxalá possamos capturar todos", disse o presidente colombiano, Álvaro Uribe.

Apenas durante os oitos anos do governo de Uribe já foram extraditadas mais de mil pessoas, a grande maioria para os Estados Unidos.

Mas, apesar das operações da polícia e das muitas prisões e extradições, a Colômbia continua sendo o principal país produtor e exportador de cocaína do mundo.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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