Prisão de Bin Laden é questão de tempo, diz general dos EUA

O comandante do Exército dos Estados Unidos no Afeganistão, general Tommy Franks, disse neste domingo que se o líder terrorista Osama bin Laden estiver vivo sua captura é apenas uma questão de tempo. Em entrevista na Base Aérea de Bagram, ao norte de Cabul, capital afegã, o general Franks disse que os Estados Unidos não têm "nenhuma prova convincente" da morte do chefe da rede terrorista Al-Qaeda, que tinha sua principal base de treinamento e operações em território afegão. "Agora, perguntariam vocês, ´onde o senhor imagina que ele esteja?´ Não digo nada porque não quero alertar ninguém..." E prosseguiu: "De fato, não sei se ele está vivo ou morto, mas o que sei é que um grande número de países neste planeta está interessado nesse homem, acusado, entre outras coisas, de ter ordenado os atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos. Se ele estiver mesmo vivo, sua captura ou morte é uma questão de tempo." Os Estados Unidos lançaram em 7 de outubro uma ofensiva militar no Afeganistão para capturar Bin Laden e derrubar o regime do Taleban que lhe dava abrigo. Até agora, não há notícias seguras sobre o paradeiro do terrorista. Em Riad, o Ministério de Interior da Arábia Saudita confirmou hoje a detenção de um saudita de 21 anos acusado pelo FBI de ligações com os autores dos atentados de 11 de setembro. As autoridades locais estão interrogando Saud Abdulaziz Saud al-Rasheed. "Se houver provas de que ele está ligado aos atos de terrorismo, ele será submetido a uma corte islâmica", informou a Agência Saudi Press. Em Alexandria, nos EUA, o cientista Steven Hatfil, investigado pelo FBI e pelo Departamento de Justiça dos EUA pela suspeita de ter enviado cartas com antraz, disse não ser ele o criminoso. Ele acusou ainda o secretário de Justiça dos Estados Unidos, John Ashcroft, de "assassiná-lo" ao vincular seu nome com os casos mortais registrados ano passado no país. "Não sou o criminoso do antraz. Nada tenho a ver com este terrível crime", declarou Hatfil. "Não há nenhuma evidência de que eu tenha cometido o crime. Quero que o culpado seja encontrado e castigado. O secretário de Justiça, John Ashcroft, me colocou o rótulo de pessoa informada dos fatos. Isto é um assassinato contra mim", afirmou. De acordo com ele, a definição de "pessoa informada dos fatos" o colocou sob vigilância do FBI e modificou sua relação com familiares e amigos. Ainda neste domingo, chegou a Beirute o professor universitário Lazen al-Najiar. Ele foi expulso dos EUA na quinta-feira sob a acusação de ter vínculos com a Jihad Islâmica um grupo extremista palestino. Ele tem visto de seis meses de permanência no Líbano.

Agencia Estado,

25 Agosto 2002 | 22h07

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