Prisão de dirigente não afeta luta armada, diz ETA

O grupo armado espanhol ETA disse nasexta-feira que continuará lutando pela independência do PaísBasco, apesar da recente prisão de seu suposto líder. Em seu primeiro comunicado desde a captura de FranciscoJavier López Peña na cidade francesa de Bordéus, no dia 20, oETA também assumiu a responsabilidade pela morte de um policialespanhol durante um atentado a bomba contra quartéis policiaisno dia 14 no norte da Espanha. "Se não se dá resposta adequada ao fundo [causa] doproblema, o conflito persistirá e nos estão obrigando a seguirlutando como até agora", disse a nota publicada pelo jornalGara, numa aparente advertência aos governos da Espanha e daFrança, que dividem entre si o território basco. Desde a década de 1960, os ataques do ETA já mataram maisde 800 pessoas, principalmente na Espanha. O governo espanhol afirma que López Pena, preso junto atrês outros suspeitos em Bordeaux, era o líder máximo do grupo. Na nota, o ETA afirmou haver perseguição a seus "líderes eativistas" naquela cidade francesa. Os rebeldes também criticaram uma proposta do "lehendakari"(governador basco), José Luis Ibarretxe, para que sejarealizado um referendo sobre o lançamento de um processo denegociações para melhorar as relações com Madri. Para osseparatistas, trata-se de "uma fraude vestida de reformaautonomista". O ETA também condenou os partidos políticos, especialmenteo Socialista (que governa a Espanha), por tentarem impor "umafraude como a de 30 anos atrás [quando a Constituiçãoestabeleceu as autonomias regionais]" e "não terem nada desensato para oferecer" ao País Basco.

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