Natacha Pisarenko| AP
Natacha Pisarenko| AP

Prisão de kirchnerista facilita aprovação de projetos de Macri

Rodrigo Cavalheiro, CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES

16 Junho 2016 | 05h00

A prisão do ex-secretário kirchnerista de Obras Públicas José López, flagrado quando tentava esconder US$ 8,9 milhões num convento, colocou a oposição ao presidente Mauricio Macri contra as cordas na véspera de duas votações decisivas no Congresso. Três deputados e uma senadora anunciaram ontem que abandonavam a Frente Para a Vitória, bloco kirchnerista no Parlamento.

Neste cenário, o governo conseguiu os votos que precisava ontem para aprovar a designação de dois juízes para completar a Corte Suprema. Macri tentou impor os nomes por decreto ao assumir, em dezembro, mas recuou depois da repercussão negativa. Tradicionalmente, as indicações são aprovadas por dois terços do Senado, onde sua coalizão é minoritária. A aprovação chegou a ser posta em dúvida. Ajudou também a boa relação que Macri construiu com governadores da oposição, que recebem recursos da administração federal e têm influência sobre o voto dos senadores. 

A segunda votação em discussão ontem era a de um plano de anistia para argentinos com dinheiro não declarado no exterior, projeto que atrela o dinheiro repatriado a aumentos e quitação de dívidas de aposentados. Nesta, a Casa Rosada contava com mais facilidade por ainda estar na Câmara, onde o macrismo tem maioria, se contar com a oposição moderada.

 

Ligação. López ditava o ritmo da execução de obras durante os governos de Néstor e de Cristina Kirchner. Para adiar seu depoimento, sua advogada alegou ontem que ele estava desequilibrado mentalmente. López é investigado por lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.

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