Prisão de Strauss-Kahn muda cenário eleitoral na França

O escândalo sexual que resultou na prisão do diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, não acabou com as chances do Partido Socialista (PS) nas eleições de 2012 na França, mas elevou a possibilidade de que a candidata da extrema direita, Marine Le Pen, chegue ao segundo turno. Outro que sai fortalecido é o atual presidente, Nicolas Sarkozy, em busca de reeleição.

AE, Agência Estado

19 de maio de 2011 | 07h50

As constatações são das primeiras pesquisas de opinião após a detenção de Strauss-Kahn, acusado de tentativa de estupro contra a camareira de um hotel em Nova York. Um dos pontos mais importantes da sondagem diz respeito à impressão da opinião pública a respeito das chances de vitória do PS em 2012. Para 54% dos franceses, o partido ainda tem nomes suficientemente fortes para conquistar o Palácio do Eliseu dentro de um ano, enquanto 36% creem que os socialistas não têm chances.

Quem tira proveito mais imediato da saída de cena de Strauss-Kahn, cada vez mais considerado carta fora do baralho na disputa à presidência, é o ex-secretário-geral do PS, François Hollande, pré-candidato declarado. É ele o novo líder das intenções de voto para as primárias do partido, com 33% das intenções de voto. Em segundo lugar aparece a atual secretária-geral, Martine Aubry, com 23%, seguida da ex-deputada e candidata à presidência em 2007, Ségolène Royal, com 20%.

O problema é que nenhum dos três nomes tem a mesma base eleitoral que Strauss-Kahn tinha, com seu bom trânsito na direita moderada, no centro e na esquerda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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