Horacio Villalobos/Efe
Horacio Villalobos/Efe

Prisão de Strauss-Kahn tira do caminho maior rival de Sarkozy na França

Após escândalo, diretor do FMI deve enterrar suas pretensões de disputar a presidência do país pelo partido Socialista, em 2012

Luciana Antonello Xavier, Agência Estado

15 de maio de 2011 | 14h44

A prisão do diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, provavelmente enterrará suas pretensões de disputar a presidência da França pelo partido Socialista, em 2012, tirando do caminho do presidente francês, Nicolas Sarkozy, o único rival que poderia ter força para derrotá-lo.

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DSK, como é conhecido na França, foi retirado pela polícia de Nova York ontem de um avião da Air France rumo a Paris e posteriormente preso sob a acusação de tentativa de estupro e agressão sexual na tarde deste sábado, 14, de uma camareira do hotel onde estava hospedado na cidade. Strauss-Kahn irá alegar inocência de todas as acusações, disse seu advogado pessoal, William Taylor.

"É uma reviravolta na política francesa e internacional. Strauss-Kahn era o favorito nas sondagens, favorito dos socialistas. Evidentemente, devemos ter a presunção de sua inocência até que ele seja julgado pela justiça americana. Mas podemos pensar que sua carreira vai acabar bem mais cedo do que se imaginava. A primeira consequência é de que provavelmente ele não poderá concorrer pelo partido socialista", avaliou o editor-chefe de Política do jornal francês "Le Fígaro" no site do jornal.

Em uma das pesquisas mais recentes feitas na França sobre as eleições de 2012 pelo instituto LH2, Strauss-Kahn aparecia com 23% das intenções de voto; seguido por Marine Le Pen, da extrema direita, com 17% e Sarkozy, com 16%.

Se vencesse no ano que vem, Strauss-Kahn seria o primeiro socialista a ocupar a presidência desde que François Mitterand ganhou as eleições em 1981. Era esperado que ele anunciasse oficialmente sua intenção de entrar na disputa como o candidato socialista até o final de junho.

Dias antes da prisão, DSK já estava em saia justa por ter sido fotografado entrando em um Porsche avaliado em cerca de ? 100 mil. Mesmo o carro não sendo dele, do "Porschegate" nasceram várias piadas no meio político e alguns brincavam inclusive dizendo que o caso deixou Sarkozy com dor de cabeça, mas por causa da ressaca de tanto beber champanhe, celebrando o passo em falso dado por seu então provável oponente em 2012.

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