Pawel Supernak / EFE
Pawel Supernak / EFE

Prisão de vice-presidente da Assembleia Nacional é ato desesperado de Maduro, diz Ernesto Araújo

Braço direito do autoproclamado presidente venezuelano Juan Guaidó, Edgar Zambrano foi detido na quarta-feira à noite no centro de Caracas

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2019 | 10h09

VARSÓVIA - O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, disse nesta sexta-feira, 10, em Varsóvia que a prisão do vice-presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Edgar Zambrano, é um "ato desesperado" do regime de Nicolás Maduro.

"Estamos muito preocupados (..) com a repressão por parte do regime contra a oposição democrática - que não é mais oposição, é um governo legítimo", disse Araújo a jornalistas após reunião com o chanceler polonês, Jacek Czaputowicz.

Braço direito do autoproclamado presidente venezuelano Juan Guaidó, Zambrano foi detido na quarta-feira à noite no centro de Caracas.

"É um ato de desespero por parte do regime que se vê cada vez mais encurralado, com apoio quase nenhum. Ele mostra, com isso, que não pode ser parceiro em um diálogo com as forças democráticas", acrescentou.

Segundo Araújo, embora o País sofra os efeitos da crise - com a imigração de milhares de venezuelanos -, eles "são bem-vindos ao Brasil".

O presidente Jair Bolsonaro foi convidado pelo ministro Czaputowicz, que disse esperar uma visita "em breve" ao país. / AFP

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