Prisão do Arizona teria apoiado lei de imigração

A polêmica lei anti-imigração do Arizona pode ter contado com o apoio financeiro de prisões privadas interessadas em conseguir mais detentos para suas celas. A afirmação foi divulgada pela National Public Radio (NPR), um dos mais conceituados órgãos de imprensa dos Estados Unidos.

AE, Agência Estado

29 de outubro de 2010 | 11h33

Segundo a NPR, proprietários destas prisões, bem antes de a legislação ter sido aprovada no Estado, já buscavam investidores para erguer novas instalações. Havia até mesmo a ideia de construir uma prisão apenas para mulheres e crianças. Eles sabiam, já naquele momento, que poderiam lotá-las de ilegais.

A lei do Arizona prevê que todas as pessoas que não apresentarem documentos provando ter entrado legalmente nos EUA serão presas. Órgãos de defesa dos direitos humanos e o governo de Barack Obama criticam a medida, que está sendo agora analisada pela Justiça.

A afirmação da NPR tem como base centenas de documentos de doação de campanha que indicam uma relação entre os donos das prisões e políticos que aprovaram a lei. Em alguns Estados dos EUA, como no Arizona, existem prisões administradas pela iniciativa privada, mas bancadas com dinheiro público.

De acordo com os documentos, a empresa Corrections Corporation of America, que administra prisões privadas, vê na imigração ilegal um vasto mercado para seus negócios e decidiu investir em lobby para aprovar as leis.

Em resposta à acusação feita pela NPR, a empresa negou as acusações e afirmou "não ter feito lobby" para a lei da imigração. Na reportagem, o senador Russell Pearce, responsável pela elaboração da lei, disse que seu objetivo não era ajudar as prisões, mas sim proteger as fronteiras norte-americanas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tudo o que sabemos sobre:
EUAArizonaprisãoleiimigração

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.