Prisão pode levar a banho de sangue, diz líder quirguiz

Prisão pode levar a banho de sangue, diz líder quirguiz

Kurmanbek Bakiyev, presidente deposto do Quirguistão, encontrou-se hoje com centenas de partidários perto de sua casa de campo em Teyit, no sul do país. Após ser deposto na semana passada, ele alertou de que, caso haja uma tentativa de prendê-lo, haverá "muito sangue derramado".

AE-AP, Agência Estado

12 de abril de 2010 | 12h33

Cerca de 500 pessoas se reuniram em Teyit, povoado natal de Bakiyev. O subchefe do autoproclamado governo interino, Almazbek Atambayev, afirmou na capital, Bishkek, que está sendo organizada uma operação para prender Bakiyev. Atambayev não deu detalhes sobre os planos de prisão, mas disse que "não queremos um novo derramamento de sangue".

Pelo menos 81 pessoas morreram na capital, na quarta-feira, em um confronto entre a polícia e manifestantes, que causou um tiroteio e uma situação caótica. Os manifestantes atacaram edifícios do governo e Bakiyev fugiu para sua base eleitoral no sul do país.

O presidente deposto afirmou ontem, em entrevista, que não ordenou que a polícia disparasse nos manifestantes. "Minha consciência está tranquila", disse. Bakiyev pediu que as Nações Unidas enviem forças de paz ao Quirguistão, argumentando que a polícia e o Exército são frágeis demais para conter os distúrbios. "O povo do Quirguistão tem muito medo", afirmou. "Vivem aterrorizados."

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