Greg Rynerson Bail Bonds/Flickr
Greg Rynerson Bail Bonds/Flickr

Prisão que recebe imigrantes nos EUA apresenta condições precárias, aponta relatório

Banheiros com mofo, dejetos nas celas e comidas aparentemente podre são algumas das irregularidades encontradas pelo Departamento de Segurança Interna em inspeção surpresa ao centro de detenção na Califórnia

O Estado de S. Paulo

10 de março de 2017 | 12h49

WASHINGTON - Castigos severos, comida podre e banheiros com mofo fazem parte do calvário de centenas de imigrantes em uma prisão da Califórnia, situação que as autoridades federais e locais afirmaram na quinta-feira estarem comprometidas a melhorar.

O Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) publicou esta semana as conclusões de uma inspeção surpresa feita em novembro na prisão Theo Lacy, operada pelo xerife do condado de Orange, e considerada um dos piores centros de reclusão para imigrantes deste Estado fronteiriço com o México.

O inspetor geral do DHS, John Roth, que assinou o relatório, advertiu sobre os riscos à segurança e à saúde dos internos, enquanto a agência migratória (ICE, na sigla em inglês) disse que "está comprometida com a segurança e o bem-estar dos presos". Atualmente, o ICE tem 528 detidos em Theo Lacy.

Na visita foi comprovado que "estavam servindo aos presos, e parecia ser algo regular, carne aparentemente podre", indicou o memorando, que também destacou as "condições e serviços insatisfatórios" da prisão.

O DHS verificou "banheiros com mofo e pútridos, dejetos nas celas e telefones sem funcionar", falhas que o ICE assegurou terem sido "rapidamente" consertadas. O DHS condenou as ações disciplinares da prisão, que podem durar até 30 dias.

Quando alguém é punido em Theo Lacy "fica isolado [durante] as 24 horas do dia em uma cela, sem visitas, recreação ou serviços religiosos. Os prisioneiros saem brevemente em dias alternados para tomar banho", o que, segundo o DHS, viola os parâmetros do ICE.

A agência migratória determina que um preso separado tem direito a uma hora de recreação cinco vezes por semana, a receber visitar e orientação religiosa, assim como o uso limitado do telefone e material de leitura.

O DHS também criticou que não são processados os pedidos formais feitos pelos reclusos. O gabinete do xerife de Orange disse em um comunicado que estava "comprometido com a saúde e a segurança dos imigrantes detidos". / AFP

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