Prisioneiro de Guantánamo é libertado depois de 4 anos

Um ex-residente em Londres, que diz ter sido torturado pela CIA em local secreto em Marrocos, foi libertado depois de quatro anos preso na carceragem da base da marinha americana em Guantánamo, Cuba, sem ter tido julgamento. Binyam Mohamed, o primeiro prisioneiro de Guantánamo libertado desde que o presidente Barack Obama assumiu o poder, retornou a base militar britânica e deve ser solto em algumas horas. O caso do etíope levantou questões sobre tortura e segredos dos governos britânico e americano, que enfrentam processos judiciais dos dois lados do Atlântico. "Espero que entendam que depois de tudo o que passei, não me sinto nem fisicamente nem mentalmente capaz de enfrentar a mídia no momento de minha chegada à Grã-Bretanha. Mohamed, de 30 anos, tem poucos laços com a Grã-Bretanha. Seu irmão e sua irmã moram nos Estados Unidos. Seus pais estão de volta à Etiópia. E sua permissão de residente, que foi conseguida quando era adolescente, expirou quando ele estava na prisão e agora ele deve entrar com novo pedido. A justiça britânica abriu investigação para apurar se houve alguma violação por parte do governo inglês ou do agente do MI5 que interrogou Mohamed no Paquistão quando ele foi preso em 2002, antes de ser levado a Guantánamo.

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