Prisioneiros de guerra serão tratados como mercenários, diz Iraque

O Iraque não vai aplicar as leis internacionais a eventuais prisioneiros de guerra, afirmou hoje o ministro da Informaçãoiraquiano, Mohamed Said Al-Sahhaf, acrescentando que eles serão tratados como "mercenários e criminosos de guerra".Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha "dizem que as suas forças entraram no Iraque, o que nos coloca uma questão importante: Como vamos tratá-las?" questionou-se Al-Sahhaf em entrevista coletiva em Bagdá. "Eles não são soldados. São mercenários aos quais não se aplicam as leis internacionais (...) Vamos tratá-los como mercenários, assassinos que recebemordens e criminosos de guerra", disse o ministro.Sobre se os eventuais prisioneiros de guerra serão julgados em tribunais de guerra iraquianos ou em outras instâncias, Al-Sahhaf indicou que "essa questão está sendo analisada". "Mas de certeza que a lei internacional não será aplicada" a essas pessoas, insistiu, argumentando que "a agressão" norte- americana ao Iraque não tem legitimidade internacional.O ministro iraquiano disse ainda que os bombardeios norte- americanos estão visando alvos civis e não posições "militares" como afirmam os membros da coligação. Para o ilustrar, mostrou fotografias de "civis iraquianos" feridos nosbombardeios, tiradas nos hospitais de Bagdá.Veja o especial :

Agencia Estado,

21 de março de 2003 | 12h47

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