Prisioneiros em Guantánamo fazem greve de fome

Mais de um terço dos prisioneiros da base naval dos EUA em Guantánamo (Cuba) recusou-se a comer o café da manhã hoje, declarando-se em greve de fome porque dois guardas retiraram o turbante de um dos detidos, durante as orações. Segundo o porta-voz da detenção em Guantánamo, major Stephen Cox, um pequeno número de prisioneiros já havia recusado o almoço e o jantar de ontem. "Os detidos informaram o oficial de plantão que sua recusa em se alimentar era em resposta a um incidente envolvendo um dos prisioneiros, ocorrido há dois dias", disse Cox.De acordo com o major, o detido havia improvisado um turbante com seus lençóis e o estava usando durante as orações. Dois guardas militares ordenaram que o prisioneiro retirasse o turbante, mas ele ignorou a ordem. Quando um tradutor deu a mesma ordem, o detido manteve sua recusa. Os dois guardas, então, retiraram o turbante à força. "Eles seguiram os procedimentos apropriados", afirmou Cox.Não ficou imediatamente claro o motivo pelo qual os guardas resolveram retirar o turbante do detido, já que os prisioneiros foram vistos várias vezes usando panos brancos na cabeça. Segundo os militares norte-americanos, os 300 homens sendo mantidos presos em Guantánamo são membros da rede terrorista Al-Qaeda, de Osama bin Laden, e do Taleban.Leia o especial

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