Prisioneiros morrem sob custódia dos EUA no Afeganistão

O Human Rights Watch (HRW) denunciou a descoberta de mais dois casos de morte de prisioneiros sob custódia do Exército dos Estados Unidos no Afeganistão, inclusive um caso aparente de assassinato, ocorrido dois anos atrás. O grupo de defesa dos direitos humanos afirmou ainda que o ritmo lento das investigações conduzidas pelos EUA "disseminou uma cultura de impunidade". Numa carta aberta endereçada ao secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, o HRW apresenta novas evidências segundo as quais "quatro militares americanos teriam assassinado um detento" no Afeganistão em 2002. O grupo revela ainda que um homem detido em 24 de setembro deste ano morreu no dia seguinte em uma base americana, mas não expõe detalhes sobre a causa da morte. "Chegou o momento de os Estados Unidos combaterem os crimes cometidos por forças americanas no Afeganistão", conclamou Brad Adams, diretor da divisão asiática do grupo. "Os Estados Unidos precisam agir com seriedade no que diz respeito às investigações sobre pessoas implicadas em maus-tratos e morte de prisioneiros", prosseguiu. Autoridades militares americanas não emitiram comentários sobre as novas denúncias, mas o tenente-coronel John Skinner, porta-voz do Pentágono, garantiu que os EUA "investigam profundamente qualquer denúncia digna de crédito". Se confirmados, os casos denunciados hoje elevam a sete o número de prisioneiros afegãos mortos sob custódia dos EUA no Afeganistão. Autoridades americanas já admitiram ter investigado cinco outros casos, mas poucos detalhes foram divulgados.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.