Prisões estão superlotadas no Paraguai e Panamá

Na maior penitenciária do Paraguai, onde cabem 900 pessoas, estão presas 2.529. No Panamá, a população carcerária cresce mais do que qualquer outro grupo social. De cada 100.000 habitantes, 347 estão atrás das grades - a maior taxa da América Latina. A superlotação tem causado protestos inusitados, como o de três presos paraguaios que costuraram a boca e os olhos, e revela uma triste realidade: a maioria dos presos, segundo censo feito no Panamá, é jovem, pobre e com baixa escolaridade.O censo no Panamá foi realizado pela Defensoria do Povo. Na pesquisa, descobriu-se que 31% dos presos estão em idade para cursar o ensino superior, no entanto mais de 20% não passaram da sexta série primária e 44% nem sequer completaram o segundo ano secundário. O censo também aponta que as possibilidades de reabilitação são pequenas. Apenas 29,2% dos presos disseram receber alguma capacitação. Do total de detidos, 53% têm menos de 30 anos e apenas 7% são mulheres.A situação penitenciária do Paraguai levou três detentos a costurar olhos e bocas em protesto. Um deles é Miguel Angel Luzardo, um uruguaio de 47 anos, preso por roubo. ?Por que não me dão prisão domiciliar, como aos banqueiros que roubaram tanta gente??, pergunta. Com cinco filhos e uma esposa paraguaia, Luzardo disse que desde que foi preso nunca recebeu assistência da embaixada de seu país.

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