Privacidade de passageiros de avião divide EUA e UE

Os Estados Unidos e a União Européia (UE) não chegaram a um acordo sobre o uso de informações pessoais sobre passageiros de companhias aéreas européias para evitar a entrada de terroristas em território americano. Durante uma reunião bilateral sobre assunto realizada em Bruxelas, as 15 nações pertencentes à UE afirmaram que a utilização de informações sobre passageiros viola as leis de privacidade do bloco, enquanto que a administração dos EUA alega que tais dados são necessários para deter potenciais terroristas. Embora uma divergência sobre o tema possa se transformar numa disputa comercial transatlântica, ambos os lados expressaram que o fim do prazo para um acordo, que havia sido estabelecido para esta segunda-feira, não significa que uma solução não possa ser encontrada até o final do ano. "É possível conciliar as preocupações com o terrorismo com as exigências de privacidade na União Européia", disse o porta-voz da UE, Jonathan Todd. O próximo encontro entre as duas partes ocorrerá em meados do próximo mês, desta vez em Washington. Logo após os atentados de 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos aprovaram uma lei obrigando todos os aviões europeus com destino aos EUA a apresentarem os dados de seus passageiros. Caso não cumpram a exigência, as companhias européias poderão pagar multas de até US$ 6.000 por passageiro e perder o direito de aterrissar nos EUA.

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