Privatização de elétricas deve ser adiada no Peru

A venda de quatro companhias distribuidoras de energia elétrica do Peru deverá acontecer em setembro em vez de julho, como planejado anteriormente, disse o ministro de Finanças, Pedro Pablo Kuczynski. Na quinta-feira, o Peru informou que havia adiado a venda da Electronoroeste, Electronorte, Electro Norte Medio e Electrocentro de 28 de junho para 16 de julho.O governo disse que o adiamento foi pedido por duas companhias interessadas em participar da venda, mas que gostariam de avaliar os interesses após protestos contra outras privatizações. "Nós estamos trabalhando com outros licitantes. Eu acho que essa privatização terá de esperar até setembro", disse Kuczynski a uma rádio local.Além de ministro das Finanças, ele também é o presidente do quadro de diretores da ProInversion, a agência de privatização do Peru. As quatro empresas pré-qualificadas para participarem da venda são a espanhola Electrica Fenosa, PSEG Global, Trac Tebel, e a chinesa China Electric Power Technology Export e Import. Representantes do governo disseram que esperam arrecadar mais de US$ 250 milhões com as vendas.Kuczynski disse que conversou com o presidente da Union Electrica Fenosa na quinta-feira, que lhe disse que a companhia havia adiado todas as decisões até agosto ou setembro por causa de problemas com agências de classificação de crédito. O atraso se segue à suspensão esta semana da venda das companhias geradoras de eletricidade Egasa e Egesur para a belga Tractebel, uma divisão de energia do grupo francês Suez.A venda foi suspensa após diversas manifestações, enquanto um tribunal examina uma ação contra a venda. "Há um processo legal a caminho. Talvez a Tractebel cancele a compra. É muito difícil fazer privatizações na América Latina agora, com os eventos na Argentina e no Brasil", disse.Ele também disse que o governo continuará o processo de privatização apesar das dificuldades. "Nós temos uma pedrinha no sapato agora, mas não vamos parar de caminhar", afirmou.

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