Problema ainda é reduzir o tamanho do dispositivo atômico

Cenário: Roberto Godoy

O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2013 | 02h00

O programa nuclear da Coreia do Norte é capaz de produzir uma explosão, mas ainda não consegue montar exatamente um dispositivo de militar, a arma atômica. O problema é a complexa tecnologia da miniaturização do artefato, de tal forma que permita a acomodação na ogiva de um míssil ou mesmo no interior de uma bomba guiada, a forma mais simples. No teste de 2009, especialistas do Centro de Estudos Nucleares de Grenoble, na França, disseram que o ensaio havia exigido a construção de um buraco de 150 metros de profundidade dentro do qual os norte-coreanos acomodaram uma grande estrutura tubular para abrigar o mecanismo - uma urna metálica de cerca de 3,2 toneladas.

O teste de ontem, ainda assim, é uma façanha e tanto, indicando que os cientistas de Pyongyang estão próximos do sucesso, na busca de um sistema menor e mais leve. A agência industrial da Defesa desenvolve um sofisticado projeto de mísseis, um deles o Taepodong, capaz de cruzar 8 mil quilômetros e atingir alvos americanos no Havaí e no Alasca. O arsenal ainda é pequeno, formada por 10 unidades - todavia, um novo conjunto sai das instalações subterrâneas de Kanggye a cada 90 dias, de acordo com a inteligência dos EUA. Há cinco tipos de mísseis em produção em quatro centros industriais. As ogivas maiores podem servir a ataques com cargas químicas. Especialistas europeus consideram o sistema de guiagem pouco preciso.

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