Problemas na saúde de Arafat vinham desde os anos 90

O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Yasser Arafat, cuja morte foi anunciada hoje sem que uma causa fosse citada, sofreu de vários problemas de saúde nos últimos anos. Como conseqüência de um acidente de avião na Líbia em abril de 1992, do qual saiu milagrosamente com vida, foi operado na Jordânia para retirar um coágulo de sangue do cérebro. Desde então, repetiram-se os rumores e especulações sobre sua saúde. Em 1997, começaram a multiplicar-se sintomas como dificuldades para falar e grande palidez - o que levou médicos a suspeitarem de que padecia do mal de Parkinson. Os tremores e uma ferida no lábio inferior seriam os primeiros indícios da doença. Mas seus assessores sempre atribuíram o problema ao excesso de trabalho e depressão provocada pelo fracasso das negociações de paz. Em junho de 1999, o médico de Arafat, o neurologista jordaniano Achraf Kurdi, assegurou que o líder palestino não tinha o mal de Parkinson, mas tremores originados por grande tensão nervosa. A piora da saúde dele acentuou-se provavelmente como conseqüência do prolongado isolamento em seu quartel-general de Ramallah, na Cisjordânia, desde dezembro de 2001. Depois de ter sofrido vários desmaios e vômitos na noite de 27 de outubro de 2004, Arafat foi transferido para Paris. No dia 29 foi internado no Hospital Militar de Percy de Clamart, onde morreu permaneceu até morrer.  Especial

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