Procedimento para escolher novo Papa segue o mesmo

A renúncia do Papa Bento XVI resulta em uma sequência complexa de eventos para a eleição do novo líder da Igreja Católica Romana. As leis que governam a escolha são as mesmas de quando um Papa morre e o procedimento segue o mesmo ritual.

AE, Agência Estado

11 de fevereiro de 2013 | 20h55

Primeiro o Vaticano convoca um conclave de cardiais que deve começar de 15 a 20 dias após a renúncia de Bento XVI, em 28 de fevereiro. Os cardeais elegíveis a votar, os que estão com menos de 80 anos, são mantidos dentro do Vaticano e fazem um juramento de manter segredo sobre o que ocorrerá durante a eleição.

Duas votações são feitas a cada manhã e duas a cada tarde na Capela Sistina. Para que um papa seja eleito é necessário a maioria de dois terços. Em 2007, Bento retomou essa regra da maioria de dois terços, invertendo uma decisão do Papa João Paulo II, que decretou que a maioria simples poderia ser invocada após 12 dias de voto inconclusivo.

Os votos são queimados após cada rodada. A fumaça negra que sai da chaminé significa que não houve decisão. Já a fumaça branca é indício de que os cardeais escolheram o novo Papa e que ele aceitou. O toque dos sinos também sinaliza a eleição de um novo Papa e ajudam a evitar uma possível confusão em relação à cor da fumaça que sai da chaminé da Capela Sistina.

O novo Papa é apresentado na arcada da Praça de São Pedro com as palavras "Habemus Papam!", em latim (Temos papa!) e o escolhido concede sua primeira bênção. As informações são da Associated Press.

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