Processo contra Menem causa ira nos peronistas

Fúria e pânico foram as duas reações de integrantes do Partido Justicialista (mais conhecido como peronista), da oposição, quando foram informados que existiam grandes chances de que o ex-presidente Carlos Menem poderia ir parar atrás das grades. Essa possibilidade - que teria sido considerada um delírio meses atrás - aproximou-se da realidade quando, na terça-feira, o promotor Carlos Stornelli pediu que Menem fosse processado por envolvimento no escândalo de tráfico de armas à Croácia e ao Equador, entre 1991 e 1995. Esta decisão não possui precedentes históricos.Stornelli afirma que não tem dúvida de que "El Turco", como Menem é conhecido popularmente, é o chefe de um grupo mafioso que realizou a venda das armas.O pedido do promotor foi encaminhado ao juiz federal Jorge Urso, que ainda não anunciou sua decisão sobre o caso. Se Urso convocar Menem para depoimento, poderia ordenar sua detenção, já que se trata de um delito inafiançável. Se fosse condenado, Menem poderia passar de cinco a dez anos na prisão.Ontem, a indignação atingia não somente os "menemistas", mas diversos outros integrantes do peronismo. Humberto Ruggero, líder do bloco peronista na Câmara dos Deputados, comandou uma retirada dos parlamentares do plenário.Os peronistas anunciaram que vão suspender sua participação nas sessões até que o pedido contra Menem seja suspenso. A explicação oficial foi que "para votar as leis temos de estar serenos, e este não é o caso".Mais informaçõesLeia também: Possibilidade de chamar Cavallo não é descartada

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.