Processo de paz do Oriente Médio está em risco, diz Mubarak

O presidente egípcio, Hosni Mubarak, disse nesta segunda-feira, que o processo de paz no Oriente Médio corre o risco de entrar em colapso. "O Egito, que liderou o processo de paz, avisa sobre as conseqüências deste colapso", disse Mubarak. O Egito foi o primeiro país árabe a assinar um acordo de paz com Israel, em 1979, seguido pela Jordânia, em 1994."As agressões de Israel minam qualquer oportunidade de continuar o processo de paz", concluiu.A declaração foi feita um dia depois do bombardeio israelense à localidade de Qana, no sul do Líbano, que causou a morte de cerca de 60 civis, entre eles, 34 crianças."A agressão israelense contra o Líbano torna-se intolerável e tem como alvo o povo e a infra-estrutura do país", afirmou Mubarak.O presidente considera que "o massacre de civis em Qana é uma flagrante violação das leis internacionais e que Israel terá que se responsabilizar por suas conseqüências".ProtestosDiversas cidades árabes protestaram nesta segunda-feira contra o massacre de Qana.Cerca de mil manifestantes lotaram o centro do Cairo durante a tarde gritando slogans contra os Estados Unidos e criticando os líderes árabes por não agirem rápido o suficiente para acabar com a guerra. Milhares de policiais cercaram os manifestantes, mas não houve nenhum incidente reportado. Em Damasco, cerca de 2 mil mulheres tomaram o centro da cidade com bandeiras do Líbano e do Hezbollah.Na Jordânia, mais de mil pessoas protestaram diante do escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) em Amã, gritando "Morte a Israel" e "Fora Estados Unidos".No Iraque, cerca de 200 pessoas queimaram bandeiras israelenses e americanas em um protesto em um subúrbio de Bagdá.O presidente da Síria, Bashar Assad, cujo país está sendo criticado por Washington por apoiar o grupo terrorista Hezbollah, pediu a população que "apóie o povo árabe no Líbano e na Palestina". Na Jordânia, 14 parlamentares pediram ao governo para expulsar os diplomatas israelenses da país e ordenar o retorno do embaixador em Tel Aviv. Vários parlamentares no Kuwait também atacaram os Estados Unidos durante uma sessão parlamentar. "Com esta política estúpida, os Estados Unidos são quem está alimentando o terrorismo", disse o parlamentar islâmico Khaled al-Adwa.

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