Procurador de Israel quer que premiê seja investigado

A Procuradoria Fiscal de Israel pediu ao Ministério da Justiça nesta quarta-feira, que investigue a denúncia de que o premiê Ehud Olmert ajudou um amigo a obter subsídios comerciais ilícitos. O fato teria acontecido quando Olmert era ministro da Indústria e do Comércio, em 2003. As acusações estão sendo feitas pelo procurador fiscal Micha Lindenstrauss, sobre a concessão de incentivos governamentais a uma fábrica de silício representada por um advogado amigo de Olmert. O premiê nega ter cometido irregularidades. O secretário da Justiça, Menachem Mazuz, recebeu a denúncia, e uma representante disse que a questão estava sendo analisada. Olmert já está sendo investigado pela acusação de ter promovido os interesses de dois executivos amigos dele na privatização de um grande banco estatal, em 2005. Nenhum dos dois ficou com o banco, e Olmert, que na época era ministro das Finanças, nega as acusações. O premiê acusou Lindestrauss de estar apenas buscando publicidade. Uma comissão deve apresentar nos próximos dias o resultado de um inquérito sobre a guerra contra o Líbano, no ano passado. Olmert pode ser considerado diretamente responsável pelo fracasso da campanha. "O primeiro-ministro perdeu a fé no procurador fiscal", disse o gabinete de Olmert numa nota. "Não temos dúvida de que esse ´escândalo´, como todos os outros ´escândalos´ que foram investigados pelo procurador-geral e não deram em nada, vai se dissipar como espuma."

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