Procurador deve pedir prisão de 3 por repressão na Líbia

Tribunal Penal Internacional ainda irá decidir sobre pedido; nomes não foram divulgados

Agência Estado

13 de maio de 2011 | 11h00

HAIA - O procurador-chefe do Tribunal Penal Internacional (TPI), Luis Moreno-Ocampo, disse nesta sexta-feira, 13, que buscará mandados de prisão na segunda-feira, 16, contra três pessoas consideradas as principais responsáveis por crimes contra a humanidade na Líbia. A informação foi divulgada em comunicado da procuradoria hoje.

 

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Os juízes do TPI deverão decidir sobre o pedido. Não foram divulgados os nomes dos suspeitos.

Também hoje, o graduado rebelde líbio Mahmud Jibril terá sua primeira conversa na Casa Branca. Por enquanto, porém, Washington não reconhece o movimento oposicionista do país do norte da África como o representante legítimo do povo líbio.

Jibril falará com o assessor nacional de segurança dos EUA, Tom Donilon. Ele advertiu que o Conselho Nacional de Transição, seu grupo, está com pouco dinheiro e precisa de ajuda para lutar contra as forças do governo de Muamar Kadafi.

Funcionários dos EUA não disseram se o presidente Barack Obama pode passar pela reunião com Jibril, uma prática às vezes usada pela Casa Branca para convidados que pelo protocolo não sugeririam uma reunião oficial com Obama.

A oposição líbia, sediada em Benghazi, no leste do país, quer que Washington reconheça o Conselho Nacional de Transição como o único interlocutor legítimo do povo líbio, segundo Jibril. A França, a Itália e o Catar já reconheceram o grupo. As informações são da Dow Jones.

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