Procurador diz que Farc cometeram os atentados

O procurador-geral colombiano, Mario Iguarán, disse que não há ordens de prisão contra oficiais do Exército pelos supostos atentados forjados antes da segunda posse do presidente Álvaro Uribe, e disse que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) promoveram os ataques.Ele desmentiu assim as suspeitas contra pelo menos quatro oficiais, que estariam comprometidos com ações terroristas cometidas entre junho e a primeira semana de agosto.Segundo Iguarán, em declarações a jornalistas, a Procuradoria expediu uma ordem de detenção contra Lyda Manrique, conhecida como "Jessica", uma militante das Farc, que estaria envolvida nos atentados.Os oficiais não foram identificados, mas foram mencionados em reportagens da imprensa. Sua participação nos atentados foi admitida até mesmo pelo comandante do Exército, o general Mario Montoya, na quinta-feira.Eles "podem ter cometido delitos para receber recompensas", disse neste sábado o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos.O ministro acrescentou que as investigações estão em andamento na Procuradoria Geral, com o apoio total das Forças Armadas.Iguarán lamentou que a investigação tenha vazado para a imprensa e insistiu que "não há nenhuma" ordem de detenção contra oficiais.Na quinta-feira foi divulgado que os oficiais estavam envolvidos em atentados "forjados", para ganhar "prestígio" com seus superiores ao "descobrir" explosivos e carros-bomba.Um deles explodiu numa rua do setor noroeste de Bogotá, dia 31 de julho, e matou um homem de 52 anos, além de ferir 22 pessoas, sendo 21 soldados.Pelo menos cinco ações terroristas no período foram atribuídas a milicianos das Farc.

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