Procurador-geral do Egito mantém 156 cristãos detidos

A procuradoria-geral do Egito levantou sérias acusações hoje contra 156 cristãos egípcios, inclusive a de posse ilegal de explosivos e tentativa de assassinato, um dia após multidões de cristãos entrarem em choque com a polícia em uma avenida no Cairo, em protesto contra a proibição do governo a que a comunidade cristã construa uma igreja.

AE, Agência Estado

25 de novembro de 2010 | 19h10

Os cristãos egípcios jogaram pedras contra a polícia, que respondeu disparando gás lacrimogêneo. O procurador-geral ordenou que os 156 cristãos detidos no tumulto fiquem presos por mais 15 dias, sob acusações de sabotagem, violência, posse de explosivos e tentativa de assassinar um policial.

Cerca de 15 policiais foram feridos no tumulto. Nenhum policial foi detido ou acusado da morte de um manifestante, que recebeu tiros em uma perna. Os cristãos coptas formam 10% da população de 80 milhões do Egito. Eles se queixam de discriminação no país de maioria muçulmana. As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
prisãocristãosEgito

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.