Amr Nabil/AP
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Procurador-geral do Egito morre após carro-bomba explodir perto de seu comboio

Hisham Barakat ficou ferido no atentado, foi levado ao hospital e não resistiu a uma cirurgia de emergência

O Estado de S. Paulo

29 de junho de 2015 | 09h34

(Atualizada às 10h30)

CAIRO - O procurador-geral do Egito, Hisham Barakat, morreu após ser alvo de um ataque com carro-bomba, que explodiu perto de seu comboio no momento em que ele saía de casa no Cairo nesta segunda-feira, 29, disseram fontes da área de segurança e da Justiça. Ele havia sido ferido no atentado, foi levado a um hospital, mas não resistiu a uma cirurgia de emergência. 

Barakat é a autoridade de mais alto nível a ser morta desde a queda do presidente islamista Mohamed Morsi, destituído por um golpe de Estado há dois anos.

O assistente do procurador, Zakaria Abdelaziz Ozman, disse que o procurador havia saído de sua casa para ir ao trabalho quando um carro explodiu de maneira repentina perto do comboio.

Um grupo pouco conhecido autodenominado Resistência Popular Giza reivindicou a autoria do atentado contra Barakat em sua página no Facebook. Juízes e outras autoridades têm se tornado alvo de militantes islâmicos que se opõem ao presidente Abdel-Fattah al-Sissi aparentemente irritados com as pesadas penas de prisão impostas a membros da Irmandade Muçulmana.

Após o atentado, que causou o incêndio de dois veículos, soldados da Defesa Civil se deslocaram para a região e segurança ficou em estado de alerta. Segundo fontes da área de segurança e do Judiciário, o ataque também feriu dois policiais e dois civis.

Em meados de maio, três juízes morreram em um ataque contra o microônibus no qual viajavam na cidade de Al-Arish, no norte da Península do Sinai. Poucos dias depois, o grupo jihadista egípcio Wilaya Sina (Província do Sinai), que jurou lealdade ao Estado Islâmico (EI), ameaçou se vingar dos juízes que condenaram os islamitas à morte. /AP, EFE e REUTERS

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