EFE/ Augusto Haro - 26/08/18
EFE/ Augusto Haro - 26/08/18

Renúncia de procurador-geral do Peru é aceita e substituta é nomeada

Pedro Chávarry disse que deixava o cargo 'para proteger a autonomia do Ministério Público', após o presidente Martín Vizcarra ter instado parlamentares a agir para abrir caminho para sua remoção

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de janeiro de 2019 | 01h29
Atualizado 08 de janeiro de 2019 | 18h25

LIMA - A Junta de Procuradores Supremos do Ministério Público do Peru aceitou nesta terça-feira, 8, a renúncia do procurador-geral Pedro Chávarry e nomeou Zoraida Ávalos para seu lugar por 60 dias, em meio a uma crise gerada pela investigação de um caso de corrupção envolvendo a empreiteira brasileira Odebrecht.  Ele estava sob intensa pressão para deixar a função após supostamente dificultar investigações sobre casos de corrupção envolvendo a construtora. 

Em sua conta no Twitter, Chávarry disse na noite desta segunda-feira, 7, que iria renunciar "para proteger a autonomia do Ministério Público", após o presidente do país, Martín Vizcarra, ter instado parlamentares a agir para abrir caminho para sua remoção do cargo.

 

O Colégio de Advogados de Lima, o equivalente peruano da OAB, suspendeu o registro profissional do procurador-geral no domingo. Na quarta-feira da semana passada, 2, Chávarry voltou atrás na decisão de afastar os dois principais procuradores do caso Odebrecht, o que despertou protestos nas ruas e uma intensa onda de críticas.

O afastamento dos procuradores tornaria mais difícil saber o real envolvimento de ex-presidentes e de ministros nos casos de corrupção. A Odebrecht admitiu em um tribunal americano ter distribuído US$ 29 milhões em propinas para obter contratos de obras no Peru.

Novo procurador

A procuradora Zoraida Ávalos assumiu interinamente o cargo de procuradora-geral do Peru por 60 dias, após um acordo dos membros da Junta. O procurador supremo Tomás Gálvez disse à imprensa que quem deveria assumir o cargo interino era Pablo Sánchez, "por ser o mais velho", mas ele recusou, e Ávalos foi nomeada. 

Nos próximos 60 dias devem ser realizadas eleições para eleger o novo procurador dos próximos três anos. 

A vice-presidente Mercedes Araoz disse que a renúncia de Chávez era necessária para o bem do Ministério Público. "Isso era necessário para resolver a situação e recompor uma agenda de resolução no Ministério Público", disse Araoz.

A renúncia de Chávarry ocorre quando o Congresso peruano debate um projeto de lei apresentado pelo presidente Martín Vizcarra para declarar o MP em emergência, devido a essa crise. /AFP e ASSOCIATED PRESS

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