Procurador Geral do Quênia pede recontagem dos votos

Justiça pede que organismo internacional seja responsável pela validação da reeleição de Mwai Kibaki

Efe e Associated Press,

03 de janeiro de 2008 | 12h24

O Procurador Geral do Quênia Amos Wako pediu que um corpo independente verifique a validade da eleição presidencial que iniciou a onda de violência no país, matando mais de 300 pessoas e deixando outras 100 mil desabrigadas. Veja também:Entenda a crise no QuêniaPolícia dispersa à força protesto da oposição Oposição no Quênia convoca nova marcha para o dia 8  A Comissão Eleitoral queniana deu a vitória para o presidente Mwai Kibaki no pleito do dia 27, mas a oposição liderada pelo rival Raila Odinga afirma que as eleições foram fraudadas. Observadores internacionais questionaram a legitimidade da contagem de votos. "Por conta da percepção de que os resultados presidenciais foram fraudadas, é necessária uma contagem adequada para validar o pleito" feita por um órgão internacional, disse Wako em nota. O alto representante para Política Externa e Segurança Comum da União Européia (UE), Javier Solana, deve propor para a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, o envio de uma missão conjunta da UE e dos Estados Unidos para estabilizar a situação no Quênia. Segundo fontes do gabinete do alto representante, Solana conversará por telefone com Rice nas próximas horas sobre o assunto, que poderia se concretizar, inicialmente, na designação de um representante ou uma equipe especial para o local. A União Européia expressou seu "apoio total" aos esforços da União Africana para superar os confrontos étnicos, e com o anúncio da duvidosa vitória do presidente Mwai Kibaki.

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