EFE/Cristian Hernández
EFE/Cristian Hernández

Procuradora-geral da Venezuela recorre ao TSJ contra Constituinte

Chefe do Ministério Público, Luisa Ortega Díaz contesta a realização da carta sem um referendo prévio autorizando-a e pediu esclarecimentos à Corte máxima da Justiça venezuelana

O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2017 | 15h18

CARACAS - A procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, entrou nesta quinta-feira,1, com um recurso na Sala Constitucional do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) contra a Assembleia Constituinte impulsionada pelo presidente Nicolás Maduro. A chefe do Ministério Público contesta a realização da carta sem um referendo prévio autorizando-a e pediu esclarecimentos à Corte máxima da Justiça venezuelana. 

Em sentença na quarta-feira, no entanto, o TSJ, alinhado ao chavismo, eximiu Maduro de convocar a votação prévia. Ortega Díaz, nomeada ao cargo pelo presidente Hugo Chávez, tem se mostrado cada vez mais crítica ao chavismo. Nos últimos dias ela criticou a Guarda Nacional Bolivariana (GNB) pela repressão aos protestos, além de criticar a Constituinte defendida pela maioria do chavismo. 

"Entrei com um recurso no TSJ para pedir esclarecimentos sobre a sentença 378 ( que libera a realização da Constituinte sem referendo). Essa sentença é um retrocesso em matéria de direitos humano", disse Ortega Díaz. " Agora temos medo da soberania nacional? Parece que se está eliminando a democracia participativa e seu protagonismo."

 

Esse foi o quarto pronunciamento da procuradora-geral com tom crítico ao chavismo desde o início dos protestos contra o governo de Maduro, há dois meses. As manifestações começaram após o TSJ, cujos juízes foram nomeados pelo governo, retirar os poderes da Assembleia Nacional, controlada pela oposição. Nas últimas semanas, Maduro decidiu convocar a Constituinte, o que intensificou os atos antichavistas no país

Dentro da linha-dura do chavismo crescem as críticas contra Ortega Díaz. Ontem, o homem forte do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello a chamou de traidora e pediu ações contra ela por parte da Justiça. / AFP

 

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