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Procuradora-geral venezuelana afirma que Capriles incitou protestos violentos

Segundo novo balanço, 9 pessoas morreram em razão das manifestações convocadas pelo opositor

O Estado de S.Paulo,

24 de abril de 2013 | 18h06

CARACAS - A procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega, acusou nesta quarta-feira, 24, a oposição ao chavismo de ter feito chamados diretos à violência após a eleição do presidente Nicolás Maduro, no dia 14. A funcionária afirmou que a Justiça venezuelana investiga o caso e informou que o número de mortos nos protestos que se seguiram à votação subiu para 9. No total, 78 pessoas ficaram feridas, segundo o novo balanço oficial.

Uma comissão parlamentar foi criada para investigar a responsabilidade do candidato derrotado, Henrique Capriles, nas mortes. Funcionários do governo qualificaram o opositor de “assassino”, por ter convocado protestos que resultaram em violência após o anúncio do resultado favorável ao rival – que o perdedor contesta.

Em entrevista coletiva, a procuradora-geral venezuelana afirmou que as manifestações que resultaram em violência ocorreram em razão de “chamados irresponsáveis de alguns atores (políticos) para se atentar contra as instituições”. Luisa afirmou que as convocações que Capriles fez após o anúncio do resultado da votação pelo CNE foram “mensagens diretas e subliminares incitando a sociedade a tomar ações de rua”.

Na opinião dela, esses chamados “levaram um setor da sociedade a agredir outro”, estimulado pela “falsa crença de que o CNE não estava sendo imparcial”. A procuradora-geral afirmou que as vítimas eram partidários do chavismo que foram atacados por grupos “afeitos à oposição, nos Estado de Miranda, Sucre, Zulia e Táchira". Segundo Luisa, duas crianças mortas, de 11 e 12 anos, foram atropeladas por um caminhão enquanto celebravam a vitória de Maduro em Zulia.

A procuradora negou que os presos durante as manifestações da oposição tenham sofrido maus-tratos, conforme denunciaram entidades de defesa dos direitos humanos.

Assembleia. “Ontem (terça-feira, 23), uma menina de 11 anos morreu”, disse o deputado Pedro Carreño, presidente da comissão parlamentar – que deve ter sua primeira reunião na segunda-feira, 29 –, afirmando que a garota foi vítima do “fascismo” de Capriles, que “terá de pagar mais cedo ou mais tarde por esses crimes”. A investigação dos parlamentares poderá resultar na abertura de um procedimento penal na Justiça.

A ministra venezuelana de Assuntos Penitenciários, Iris Varela, afirmou na terça-feira, 23, que Capriles é usuário de drogas e a cela para que o opositor pague por seus “crimes” está pronta.

O opositor convocou um novo protesto, marcado para o dia 1.º de maio. “Propusemos (na última campanha eleitoral) ao nosso povo um aumento geral de 40% e vamos lutar por isso”, tuitou Capriles. / EFE

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