REUTERS/Guadalupe Pardo
REUTERS/Guadalupe Pardo

Procuradores peruanos pedem à Justiça que proíba Kuczynski de deixar o país

Presidente renunciou ao cargo na quarta-feira em meio a acusações de corrupção por receber dinheiro da construtora Odebrecht quando era ministro de Alejandro Toledo

O Estado de S.Paulo

22 Março 2018 | 02h33
Atualizado 22 Março 2018 | 08h45

LIMA - Procuradores da equipe especial anticorrupção da Promotoria do Peru pediram à Justiça que proíba o ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski de deixar o país, informaram fontes ligadas ao Ministério Público. O líder renunciou ao cargo na tarde de quarta-feira 21 em meio a acusações de corrupção e um processo de impeachment dado como certo.

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De acordo com as fontes, o pedido da Promotoria foi apresentado ao Tribunal de Investigação Preparatória Nacional, que processa os casos de corrupção ligados à Lava Jato no Peru. Os procuradores querem garantir que Kuczynski permaneça no país durante as investigações nas quais é acusado de receber dinheiro da construtora Odebrecht quando era ministro de Alejandro Toledo, entre 2005 e 2006.  O ex-presidente nega as acusações.

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Kuczynski renunciou após sua situação no governo se tornar insustentável. Na terça-feira, o partido de oposição Força Popular, liderado pela ex-candidata presidencial Keiko Fujimori, divulgou uma série de vídeos nos quais o irmão dela, Kenji Fujimori, e alguns congressistas ligados a ele ofereceram obras públicas ao também parlamentar Moisés Mamani em troca do voto contra o impeachment do presidente

Segundo PPK, como é conhecido Kuczynskias imagens dos vídeos foram editadas e causaram “uma grave distorção do processo político”.

O Congresso tinha previsto debater nesta quinta-feira, 22, o impeachment de Kuczynski por permanente incapacidade moral, mas ele apresentou na véspera a sua carta de renúncia ao Legislativo, diante da pressão de diversos setores políticos. 

Apesar da renúncia, Kuczynski ainda mantém a imunidade presidencial até o Congresso aceitar formalmente o pedido de renúncia, o que pode acontecer na sexta-feira.  / REUTERS e EFE

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