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Procuradores saíram por não apoiarem Bush, diz Sampson

Oito procuradores federais americanos foram demitidos no ano passado porque não apoiavam suficientemente as prioridades do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, admitiu Kyle Sampson, ex-chefe de gabinete do secretário de Justiça Alberto González.Sampson, que renunciou a ser cargo no início do mês por causa do escândalo, defendeu a atitude como "legítima" e contestou as alegações dos democratas de que as demissões representaram um ato de intimidação para manter os outros promotores "na linha".Sampson também negou que os promotores tenham sido demitidos por interferência em investigações de atos de corrupção envolvendo integrantes do governo. "Até onde sei, nada desse tipo aconteceu", prossegue ele.As declarações de Sampson fazem parte de um discurso preparado para ser apresentado ainda nesta quinta-feira perante o Senado dos Estados Unidos.EscândaloVários senadores e dois dos oito procuradores demitidos pelo Departamento de Justiça recorreram à televisão americana para tentar divulgar um escândalo que destrói a confiança pública na classe política e ameaça a permanência de Gonzales no cargo.O escândalo traz à tona assuntos ligados à ética, uma possível obstrução de justiça e a independência do sistema jurídico dos EUA.Além disso, a situação evidencia outro problema para o governo do presidente George W. Bush, abalado pelas críticas do Congresso sobre o rumo da Guerra do Iraque.Tanto democratas como republicanos exigem respostas claras, ou pelo menos uma solução negociada, para determinar se houve motivações políticas por trás das demissões ocorridas em dezembro de 2006.Gonzales está na mira do Congresso, pois vários documentos divulgados pelo Departamento de Justiça parecem desmentir suas declarações sobre seu papel na demissão dos procuradores.O secretário de Justiça disse que não participou "de nenhuma discussão" sobre as demissões, mas os documentos indicam que, em 27 de novembro de 2006, Gonzales discutiu o assunto em detalhes.Os documentos, na maioria e-mails, também evidenciam o papel de altos funcionários da Casa Branca nas discussões.

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