JF Diório/Estadão
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Procuradoria colombiana reabre investigação em contrato da Odebrecht

Caso está relacionado às obras da rodovia Rota do Sol II e havia sido engavetado em 2015

O Estado de S.Paulo

24 Fevereiro 2017 | 04h28

BOGOTÁ - A Procuradoria-Geral da Colômbia reabriu nesta quinta-feira, 23, uma investigação por supostas extorsões de empresas interessadas em participar do contrato da rodovia Rota do Sol II, cuja licitação foi vencida por um consórcio liderado pela construtora Odebrecht.

O caso foi encerrado em 2015 pelo então procurador, Alejandro Ordóñez, ainda que a tenha sido denunciado em novembro de 2010.

Após a determinação de reabrir a investigação por estas denúncias, foram vinculados ao processo Daniel García Arizabaleta, ex-diretor do Instituto Nacional de Rodovias, agência encarregada do melhoramento e manutenção da infraestrutura viária.

Também foi vinculado ao caso o ex-vice-ministro de Transporte Gabriel García Morales, preso em janeiro; o diretor da Comissão Nacional de Royalties, Juan Manuel Barraza; e o alto conselheiro para as Regiões e Participação Cidadã, Miguel Peñalosa.

"Ao notar que no trâmite desta queixa foi dada mais importância ao debate sobre quem deveria ser competente para assumir o processo, deixando de lado os esforços institucionais para chegar à verdade, ordeno a revogação e o reenvio do processo à Comissão Especial Disciplinar", afirmou o procurador Fernando Carillo.

A Comissão Especial Disciplinar, que é responsável pela investigação do caso Odebrecht, buscará estabelecer se houve pressões indevidas das empresas vencedoras do certame e em que momento elas foram feitas, diz o comunicado da procuradoria.

As investigações mostram que a Odebrecht teria pago pela obra da Rota do Sol II, uma rodovia de 600 quilômetros que liga o centro ao norte do país, US$ 6,5 milhões em propina a García Morales e US$ 4,6 milhões ao ex-senador Otto Bula, também preso. / EFE

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