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Procuradoria convoca Uribe para provar denúncias contra Santos

Assessor do presidente teria recebido US$ 2 mis do narcotráfico em campanha presidencial

O Estado de S. Paulo,

13 Maio 2014 | 08h59

O ex-presidente colombiano Álvaro Uribe foi convocado novamente pela Procuradoria-Geral da República da Colômbia para apresentar provas de um suposto financiamento do narcotráfico à campanha do presidente Juan Manuel Santos. Ontem, Uribe não compareceu à procuradoria para apresentar provas de que o chefe de campanha de Santos - hoje seu rival político - teria recebido US$ 2 milhões do crime organizado na campanha presidencial de 2010.

Por meio de nota, Uribe disse que a procuradoria deveria se declarar impedida de julgar o caso por não ter a isenção necessária. Na semana passada, o marqueteiro venezuelano Juan José Rendón - que já trabalhou com o opositor venezuelano Henrique Capriles- deixou o comando da campanha em razão das acusações.

Santos, que disputa a reeleição e está empatado tecnicamente com o candidato de Uribe, Oscar Ivan Zuluaga, pediu que as denúncias sejam apuradas. "Espero que a procuradoria investigue isso. Ele (Uribe) já fez várias denúncias que se provaram falsas", disse o presidente à rádio RCN. " O dano que ele está provocando é muito grande, mas não quero me meter. Estou em campanha, mas isso me dói muito."

Rendón acusa o governo venezuelano pelas denúncias em razão de sua ligação com a oposição ao chavismo. Uribe - que também é um rival político do movimento bolivariano desde a época do presidente Hugo Chávez - diz ter provas do financiamento ilegal do narcotráfico à campanha de Santos em 2010,  à época seu herdeiro político.

Santos foi ministro da Defesa de Uribe e responsável pela política de tolerância zero com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que levou à eliminação de diversos líderes da guerrilha. Impossibilitado pela Justiça de disputar um terceiro mandato, Uribe designou Santos como seu sucessor. Os dois romperam relações após o atual presidente retomar relações diplomáticas com o Chávez, em 2010. / EFE

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