Procuradoria de Israel fecha cerco a chanceler de Netanyahu

Acusado de ter pago propina antes de iniciar carreira política, Avigdor Lieberman terá de se explicar à Justiça

, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2011 | 00h00

O procurador-geral de Israel, Yehuda Weinstein, anunciou na quarta-feira que pretende indiciar o ministro das Relações Exteriores Avigdor Lieberman por envolvimento em um escândalo de corrupção. Mas Weinstein disse que antes de oficializar a acusação convidará o chanceler a se explicar.

Assessores do chanceler afirmam que Lieberman aceitará o pedido de audiência, que estenderia o processo por meses. Caso contrário, o ministro ficaria sob pressão para anunciar imediatamente sua renúncia.

Parte de uma investigação de 15 anos, as acusações contra o chanceler israelense são relacionadas à época em que ele era empresário. Lieberman teria feito contribuições ilícitas e oferecido presentes a políticos - ele nega todas as alegações.

Figura polêmica, o ministro é líder do partido ultradireitista Israel Beiteinu e já foi acusado de racismo por defender políticas que supostamente discriminariam árabes. Lieberman, por exemplo, propôs que cidadãos fossem submetidos a um juramento de fidelidade ao Estado de Israel, reconhecendo seu caráter judaico, e fala abertamente em "dar" cidades árabes dentro do território israelense em um eventual acordo com a Autoridade Palestina.

Após a eleição de 2009, o atual primeiro-ministro e líder do partido direitista Likud, Binyamin "Bibi" Netanyahu, convidou Lieberman para formar uma aliança, consolidando a maioria na Knesset (Parlamento).

Ontem, numa reunião de seu partido, o chanceler moderou o tom e voltou a negar as acusações. "Eu e vocês sabemos que sempre agi de acordo com a lei e não há motivos para preocupação. Depois de 15 anos, finalmente terei a oportunidade de provar que minhas ações foram legais", declarou. / NYT

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