EFE/José Jácome
EFE/José Jácome

Procuradoria do Equador quer investigar se vice se envolveu no caso Odebrecht

Jorge Glas nega as acusações e exige que apresentem provas contra ele; empresa admite que pagou propinas no país

O Estado de S.Paulo

21 Agosto 2017 | 17h55

QUITO - O procurador-geral do Equador, Carlos Baca, pediu nesta segunda-feira a inclusão no caso Odebrecht do vice-presidente equatoriano, Jorge Glas, que reiteradamente tem negado qualquer participação da rede de corrupção criada pela empresa no país.

Em uma entrevista coletiva, Baca disse que pedirá à Corte Nacional de Justiça que "marque dia e hora de uma audiência de vinculação contra Glas", argumentando que tal solicitaçãi se sustenta nos elementos vinculantes obtidos pela Procuradoria pelo delito de associação ilícita.

Para que Glas possa ser processado, segundo a Constituição, um total de 92 dos 137 parlamentares deve dar sua aprovação.

O processo de investigação judicial busca desvendar uma trama de associação ilícita elaborada pela Odebrecht, que reconheceu ter entregue ao menos US$ 33,5 milhões em propinas para funcionários públicos em troca da concessão de obras estatais.

Glas, que ainda não tinha se pronunciado sobre sua inclusão no caso, tem constantemente negado qualquer ligação com casos de corrupção e pediu a deus detratores que apresentem provas perante a Justiça.

O caso de corrupção da Odebrecht provocou em junho a renúncia do procurador-geral do Equador, Carlos Pólit, investigado pela Promotoria, enquanto o ex-ministro de Eletricidade Alecsey Mosquera, tio do vice-presidente e ex-gerente da empresa estatal Petroecuador estão detidos juntamente com outros processados.

A promotoria também está revisando cerca de 30 contratos assinados pela empresa brasileira e o governo equatoriano, entre 1980 e 2015, para verificar as condições pelas quais foram fechados. O ex-presidente Rafael Correa (2007-2017) impulsionou projetos no valor de US$ 1,6 bilhão com a Odebrecht. / AP

 

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