REUTERS/Carlo Allegri
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Procuradoria-Geral dos EUA autoriza investigações contra ex-chefe de campanha de Trump

Vice-procurador-geral Rod Rosenstein concedeu aval a continuidade das investigações contra Paul Manafort; defesa do ex-chefe de campanha tentou barrar investigações ao acusar procurador especial de extrapolar limites da própria investigação

O Estado de S.Paulo

03 Abril 2018 | 03h15

WASHINGTON – O vice-procurador-geral dos Estados Unidos, Rod Rosenstein, autorizou nessa segunda-feira, 2, o procurador especial Robert Mueller a dar continuidade às investigações sobre o suposto conluio entre o ex-chefe de campanha do presidente Donald Trump, Paul Manafort, e o governo russo.

O aval garante o seguimento das investigações após os advogados de Manafort solicitarem a improcedência das denúncias apresentadas por Mueller em fevereiro. A defesa do ex-chefe de campanha de Trump denuncia o procurador especial por extrapolar os limites da própria investigação, pois acusou Manafort de lavagem de dinheiro, conspiração e falso testemunho em ações que não são relacionadas às eleições presidenciais de 2016.

Em memorando enviado ao Departamento de Justiça, Mueller e sua equipe defenderam a expansão das investigações contra Manafort, que já resultaram em acusações contra 19 pessoas e três empresas russas. Além disso, os procuradores afirmaram que o próprio Rosenstein havia escrito um memorando em agosto do ano passado descrevendo a finalidade das investigações.

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O documento, publicado em partes à época, diz que Mueller tinha autoridade para investigar se Manafort teria “cometido crimes em conluio com autoridades do governo russo” para interferir nas eleições presidenciais que elegeram Donald Trump.

Na decisão desta segunda-feira, Rosenstein concede permissão a Mueller para conduzir as investigações sobre a participação de Manafort nas interferências russas como também autoriza o procurador especial a apurar os crimes relacionados a pagamentos feitos pelo ex-presidente ucraniano Viktor Yanukovych ao ex-chefe de campanha. 

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Manafort também é acusado de lavar milhões de dólares que recebeu ao prestar consultorias a Yanukovych. O ex-chefe de campanha nega as acusações e afirma que não participou de nenhum esquema de conluio com o governo russo para interferir nas eleições americanas. //AP

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