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Procuradoria Geral dos EUA pedirá pena de morte para autor de ataque a sinagoga

Rob Bowers enfrentará a pena máxima nos tribunais americanos; ataque deixou onze mortos e seis feridos em Pittsburgh

O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2018 | 04h24

WASHINGTON - A Procuradoria Geral dos Estados Unidos apresentará acusações de "crime de ódio" e buscará a pena de morte para o autor do massacre cometido neste sábado, 27, em uma sinagoga de Pittsburgh, na Pensilvânia, no qual morreram 11 pessoas e outras seis ficaram feridas, informaram fontes oficiais.

"Esses supostos crimes são reprováveis e absolutamente repugnantes de acordo com os valores de nossa nação. Por isso, o Departamento de Justiça apresentará acusações de crime de ódio, assim como outros delitos, contra o acusado, incluindo acusações que podem levar à pena de morte", declarou o procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, em comunicado.

Dessa forma, Rob Bowers, detido após atirar de maneira indiscriminada contra os presentes na sinagoga ao mesmo tempo em que gritava que todos os judeus deveriam morrer, enfrentará a pena máxima nos tribunais.

Sessions condenou o ato "vil" no qual morreram "11 pessoas inocentes" quando participavam de uma celebração religiosa na sinagoga da Congregação da Árvore da Vida.

"O ódio e a violência em função da religião não têm lugar em nossa sociedade", frisou Sessions.

O anúncio do Departamento de Justiça coincide com a linha estabelecida horas antes pelo presidente Donald Trump, que reivindicou o endurecimento das leis relacionadas com a pena de morte.

"É preciso traçar uma linha e dizer com força 'até aqui, nunca mais'", afirmou o presidente durante um evento de campanha realizado na cidade de Murphysboro, em Illinois.

Ao longo do dia, a Casa Branca considerou a possibilidade de cancelar tanto esse evento como outro organizado por associações agrícolas, que aconteceu horas antes em Indiana, mas, por fim, o presidente optou por participar dos dois eventos. //EFE

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