Procuradoria indonésia pede prisão de ex-editor da 'Playboy'

Erwin Arnada foi condenado à prisão por publicar fotos de mulheres com pouca roupa

Efe,

08 de outubro de 2010 | 03h59

A Procuradoria da Indonésia está nesta sexta-feira,8, à procura de Erwin Arnada, ex-editor da edição local da revista Playboy, para que cumpra dois anos de prisão por publicar fotos de mulheres com pouca roupa, informa a imprensa local.

"Estamos buscando-o sob ordem de prisão oficial", disse o chefe do Escritório do promotor de Jacarta, Yousef, quem, como muitos indonésios, usa apenas um nome.

Os advogados de Arnada garantem não saber sobre o paradeiro de seu cliente, quem havia previsto se apresentar à prisão na noite desta quinta-feira.

Em entrevista transmitida nesta sexta na rádio local, o ex-editor da Playboy disse que não está foragido e que se entregará nesta semana.

"Não sou um fugitivo. Me entregarei pessoalmente nesta semana", declarou Arnada em entrevista radiofônica, cuja data de gravação não foi revelada, nem o paradeiro do condenado.

Em 26 de agosto, a Corte Suprema da Indonésia sentenciou o ex-responsável pela edição indonésia da Playboy a dois anos de prisão, depois de grupos radicais islâmicos recorrerem na Justiça uma sentença local de 2007.

No julgamento daquele ano, o juiz do caso entendeu que as imagens, nas quais ninguém aparecia nu, não podiam ser consideradas pornográficas e que, consequentemente, não violavam a lei.

No entanto, a Frente de Defensores do Islã (FDI), organização que apresentou o recurso de apelação, se mobilizou contra a publicação da Playboy no país.

Após a aparição do primeiro número da revista em abril de 2006, vários ativistas do FDI apedrejaram os escritórios da revista, que deixou de ser publicada no país pouco depois.

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