Martin Meissner/Reuters
Martin Meissner/Reuters

Procuradoria pede prisão perpétua para o "carniceiro dos Bálcãs" no Tribunal de Haia

Acusado de liderar o cerco a Sarajevo e o massacre de Sbrenica, Radovan Karadzic liderou servo-bósnios na Guerra da Bósnia, em 1995

O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2016 | 14h15

HAIA, HOLANDA -  Procuradores pediram nesta quarta-feira que Rakto Mladic, general servo-bósnio acusado de crimes de guerra incluindo o genocídio de 1995 de milhares de muçulmanos na cidade de Srebrenica, seja sentenciado à prisão perpétua. Ele está sendo julgado pelo Tribunal Penal Internacional em Haia, na Holanda, por sua atuação na Guerra da Bósnia, na qual ganhou o apelido de "O carniceiro dos Bálcãs". 

Mladic, de 74 anos, é alvo de duas acusações de genocídio relacionadas à guerra para criar um Estado sérvio "etnicamente puro" na multiétnica Bósnia, ao lado do líder político sérvio-bósnio Radovan Karadzic, sentenciado em março a 40 anos de prisão. Mladic nega as acusações.

"Seria um insulto às vítimas vivas e mortas e uma afronta à Justiça impor qualquer sentença menor que a mais severa disponível sob a lei: uma sentença de prisão perpétua", disse o procurador do Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia, Alan Tieger.

Acusado em julho de 1995, Mladic é considerado principalmente o responsável pelo cerco de Sarajevo, que durante 44 meses provocou a morte de 10 mil civis. Também é acusado de ser o principal responsável pelo massacre de 8 mil homens e meninos na cidade bósnia de Srebrenica em julho de 1995. / AFP e REUTERS

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